Economia
D�lar fecha em baixa de 1,14% a R$ 3,623 e bolsa sobe 1,07%
São Paulo - A expectativa de que uma eventual guerra no Iraque seja adiada e o feriado nos Estados Unidos viabilizaram um dia tranqüilo e de poucos negócios no mercado brasileiro, em que o dólar fechou com queda de 1,14%, vendido a R$ 3,623 e comprado a R$ 3,618. Alguns investidores que apostavam na alta do dólar estimulada pela hipótese de uma guerra iminente venderam moeda comprada nos últimos dias, antecipando uma provável queda na cotação. Mas a maioria preferiu mesmo ficar fora do mercado, aguardando sinais mais claros de quando a eventual guerra ocorreria e quanto tempo duraria. Apesar da expectativa de um confronto adiado, a guerra continua a dominar os horizontes financeiros. Ontem, após a divulgação na sexta-feira da inflação pelo IPCA - Índice de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE e usado pelo governo para balizar a meta inflacionária - analistas voltaram a discutir a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central). Para o encontro, que acontece nos dias 18 e 19, cresce a aposta numa alta dos juros de no mínimo 1,5 ponto percentual - hoje a taxa básica é de 25,5% ao ano. O argumento, segundo analistas, é a impossibilidade de cumprir, num cenário de guerra, a meta inflacionária ajustada do governo, de 8,5% no ano. Segundo o relatório Focus, compilado entre analistas de mercado e divulgado ontem pelo Banco Central, a previsão é de que a inflação no ano fique em 12%. Bolsa A Bovespa fechou ontem em alta de 1,07%, aos 10.188 pontos, com volume financeiro de R$ 548,148 milhões. Desse total, o exercício dos contratos de opções respondeu por R$ 241,804 milhões. Com o resultado de ontem, a Bolsa paulista passa a acumular queda de 6,8% no mês e 9,5% no ano. Com o fechamento do mercado acionário americano devido ao feriado do Dia do Presidente, a Bovespa ficou sem sua principal âncora. Mas a sinalização positiva de outras Bolsas internacionais prevaleceu.