Economia
Estado n�o atinge n�vel satisfat�rio em gest�o h�drica, aponta estudo
Alagoas subiu do 23º para o 20º lugar no ranking que mede a transparência na gestão dos recursos hídricos, realizado pela organização não governamental Artigo 19 e pelo Grupo de Acompanhamento e Estudos em Governança Socioambiental da Universidade de São Paulo (USP). Apesar de ter saltado três posições, o Estado ainda mantém insatisfatório o Índice de Transparência no Manejo da Água, com 18%, três pontos percentuais a mais do que o registrado no levantamento de 2013. O estudo ? que tomou como base o ano de 2015 ? atribuiu pontuação de zero a 100, usando informações disponíveis nos sites dos órgãos gestores. Quanto menor a nota, maior o índice de insuficiência. Minas Gerais ficou em primeiro lugar no ranking, com 65 pontos ? pontuação que indica transparência mediana. Em segundo lugar ficou São Paulo, com 58 pontos. Em comparação com os resultados de 2013, a maioria dos estados (16) registrou queda no índice. Alguns estados, porém, evoluíram: Goiás, que passou de 25 em 2013 para 52 no ano passado; o índice do Paraná passou de 26 para 39 e Rio Grande do Sul passou de 22 para 38. No entanto, houve queda significativa na transparência do Espírito Santo (de 57 para 38), Sergipe (52 para 27) e Roraima (de 15 para três). Dois estados ? Maranhão e Amapá ? tiveram em 2015 as piores avaliações, com zero. Em 2013, Maranhão recebeu nota 12 e Amapá teve nota seis. ?A constatação de piora nos níveis de transparência na gestão de recursos hídricos de tantos estados é especialmente preocupante, uma vez que 2015 registrou crises de abastecimento de água em algumas regiões do País, como o Nordeste e o Sudeste?, diz o estudo. Integrante da Artigo 19 e coordenadora do projeto, Mariana Tamari defende que o direito de acesso a informações pelo cidadão é fundamental para a garantia de outros direitos. A ONG trabalha com disponibilização de dados, muitas vezes, encaminhados a órgãos gestores.