Economia
Desemprego recorde atinge 11 milh�es no primeiro trimestre
Rio de Janeiro ? A expectativa de que trabalhadores temporários seriam efetivados no início do ano não se confirmou em 2016, contribuindo para que o número de desempregados no Brasil alcançasse um novo recorde no primeiro trimestre. São 11,089 milhões de pessoas em busca de trabalho no País, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, a taxa de desocupação chegou a 10,9% no período, a maior da série histórica, iniciada em 2012. Para piorar, o avanço da taxa não tem dado sinais de arrefecimento ? pelo contrário. ?O avanço do desemprego está em aceleração?, disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. O período recente está sendo ?mais agressivo? em termos de dispensa, notou o pesquisador do IBGE. Só entre o quarto trimestre de 2015 e o primeiro trimestre de 2016, 1,6 milhão de pessoas foram demitidas, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. ?Até o fim deste primeiro semestre a taxa de desemprego crescerá a um ritmo bem forte. No segundo semestre, a tendência é de que o crescimento continue, mas de forma mais suave, o que não significa que a situação vai melhorar?, disse o economista Luiz Fernando Castelli, da consultoria GO Associados. De acordo com cálculos da consultoria, a taxa de desemprego medida pela Pnad terá um pico de 12,4% no trimestre encerrado em outubro, seguido de um período marcado por contratações temporárias de fim de ano. A consultoria projeta uma taxa média de desemprego de 11,6% em 2016. A explicação para a ?agressividade? das demissões no início do ano, segundo Azeredo, do IBGE, vai além da sazonalidade do período, normalmente marcado por dispensa de temporários. ?A efetivação de trabalhadores temporários não ocorreu neste ano, pelo contrário. Foram dispensadas mais pessoas do que foram contratadas no fim do ano.?