Economia
Consumidores recorrem �s feiras
Com mais de 5% de aumento nos itens que compõem a cesta básica em Maceió, no acumulado do primeiro trimestre deste ano, cada dia mais o consumidor precisa fazer manobras na renda para conseguir encher os celeiros com o básico, pelo menos. Devido à alta dos preços de vários produtos, nos últimos meses, em decorrência da crise econômica que assola o País, muitos já deixaram de fazer as compras nos supermercados e passaram a frequentar as feiras livres ou mercados públicos. Até nestes locais, onde os valores costumam ser mais baixos, a pechincha não deixa de ser praticada. Sorridente e brincalhona no dia a dia, a aposentada Maria Dione de Lima, de 77 anos, vai religiosamente todos os dias para a feira comprar verduras e frutas. Moradora há anos de uma das avenidas mais tradicionais da capital, a Antônio Gomes de Barros (antiga Amélia Rosa), a idosa logo fica sisuda quando questionada sobre o poder de compra. Diz que tudo está muito caro e que gasta mais dinheiro agora em comparação a meses atrás. Apesar do prejuízo no bolso, ela não deixa de visitar as barracas da feirinha da Jatiúca. ?Sou aposentada, moro com um filho e um neto e há 45 anos, faço as minhas compras diárias na feirinha. Tenho, aqui, muitas opções de frutas e verduras, de boa qualidade e ainda bato um papo com as amigas das barracas. É uma rotina minha. Agora, dizer que o preço está bom, seria mentira minha. Está tudo alto e tem coisas que eu comprava aqui meses atrás que, agora, estão o dobro do valor?, comenta. Dione revela que tem preferência pelas feiras livres por dois motivos: o preço, obviamente, e a boa qualidade das mercadorias expostas. Se fizesse as mesmas compras em um mercadinho ou hipermercado, ela acredita que gastaria mais que o dobro. Por mês, avalia que deixa, pelo menos, R$ 100 nas barracas em que faz as compras. Nas sacolas, leva laranja, mamão, banana e verdura de todo tipo para o consumo em casa. E diz que não se arrepende.