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Inten��o de consumo cai 26,94% em Macei�

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A perda de empregos e a escassez do crédito para o consumidor fizeram com que a intenção de consumo das famílias da capital alagoana recuasse 26,94% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação ao mês anterior, a retração de abril foi de 5,17%. É o que revela pesquisa da Fecomércio de Alagoas, feita em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). De acordo com os dados, a faixa de renda superior a dez salários mínimos ? onde estão situadas as famílias de classe ?A? e ?B? ? manteve-se, pelo segundo mês consecutivo, abaixo dos 100 pontos. Segundo a Fecomércio-AL, quando estão abaixo dos 100 pontos, os indicadores revelam uma menor capacidade de consumo das famílias, ?pois reforça a depressão nos salários, a sensação de inquietação sobre os postos de trabalho e a capacidade de adquirir bens dado o nível de inflação?. ?Esse dado reforça que as classes mais elevadas começaram a sentir os impactos da crise econômica?, informa o economista da instituição, Felippe Rocha. Para a faixa de renda abaixo de dez salários mínimos, os níveis inferiores a 100 pontos apareceram desde o mês de fevereiro. ?Prova que, para as famílias das classes C, D e E, os efeitos da crise são muito maiores em sua renda e emprego do que nas classes superiores?, explicou. Segundo a Fecomércio-AL, entre os meses de março e abril, 7,2% dos entrevistados se autodenominaram desempregados. De fevereiro a abril, já há um aumento de 17,91% dos consumidores que estão nessa situação. ?A insegurança e o desemprego vêm aumentando, o que demonstra a incerteza dos consumidores em fazer dívidas de longo prazo?, informa a federação.

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