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Perda de import�ncia da ind�stria n�o � de todo ruim, diz economista

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A economista Luciana Caetano, professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), não considera ?de todo ruim? a perda de importância da indústria para a composição do PIB. Na avaliação dela, também deve ser avaliado como positivo o crescimento do setor de serviços. A ?desconcentração? da indústria no cenário nacional, reforça a professora, é fenômeno registrado em outras regiões do planeta, mas que, em Alagoas, tem seu quadro agravado por causa das dificuldades do setor produtivo de álcool e açúcar também. ?Qualquer dificuldade no setor açucareiro tem reflexos diretos na geração de riquezas. Mais de 20 mil pessoas já perderam seus empregos neste segmento, nos últimos anos?, relembra, explicando que, mesmo assim, os demais segmentos concentram apenas 20% do PIB. Na avaliação da professora, a própria indústria, em momento de crescimento ou de retração, muito contribui para o desenvolvimento do setor de serviços. ?São muitos os ramos deste setor que dependem da indústria para crescer e gerar empregos?, observa. A constatação de que muitos dos produtos considerados importantíssimos três décadas atrás, e que não são mais demandados atualmente pelos mercados consumidores, contribui para explicar a ?desconcentração? da indústria em diversas partes do globo. ?A rede de serviços cresceu muito porque o nível de consumo também aumentou muito?, explica. A rede de serviço responderia por 72% do PIB estadual.

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