Economia
Shopping popular tem mais de 100 lojas fechadas
Nas ruas mais movimentadas do centro comercial de Maceió não faltam portas fechadas de lojas e de supermercado. No meio das vias, um exército de trabalhadores desempregados tenta sobreviver na informalidade, catando consumidores cada vez mais escassos. Ao fim de cada dia, cada ambulante ganha menos de R$ 50, em média. Este o caso da promotora de vendas Vanessa Pereira, que ficou desempregada e sobrevive há mais de um ano distribuindo panfletos de empréstimo consignado para aposentados. ?Se não fosse isto estaria como a maioria de minha amigas: desempregada?, ressalta. Situação semelhante vive a também panfletista Rosimeire Cícera dos Santos, que ficou desempregada do comércio, perdeu o marido e, além da situação econômica, anda decepcionada também com os homens. Ganha salário mínimo e diz que a situação só não está pior porque não paga aluguel, já que mora na casa da mãe e não tem filhos. ?Se eu tivesse filhos estaria numa situação difícil, por isso quero continuar solteira?, ressalta. A vendedora desempregada Cíntia Manoela Sobral tenta, há mais de um ano, voltar ao mercado de trabalho formal. Tem um filho, foi abandonada pelo marido ? que também ficou desempregado ? e sobrevive com R$ 20 por dia que ganha como distribuídas de panfleto no centro de Maceió. ?O filho de quatro anos fica com a minha mãe enquanto trabalho. Tem dia que volto para casa com a mão vazia?, lamenta Cíntia, diante da porta da loja em que trabalhava e atualmente está fechada. Até o comércio de ambulantes sente os efeitos da crise. O Shopping Popular, localizado próximo à Praça Deodoro, está com mais de 100 lojas fechadas. O presidente da Associação dos Comerciantes do Shopping Popular, Rosivaldo Moura, aproveitou a reportagem da Gazeta de Alagoas para pedir ao governo do Estado que instale postos de serviços do Detran, e de outros órtgãos naquela área para salvar os 224 comerciantes que ainda mantêm as lojas abertas. ?A gente passa dias aqui sem vender. Se os serviços públicos viessem para cá, certamente teria movimento?, acredita o líder dos lojistas.