Economia
Demiss�es no primeiro trimestre s�o hist�ricas
Apesar de reconhecer que a crise política nacional paralisa a economia como um todo, o superintendente da DRT em Alagoas, Israel Lessa, defende que os números de hoje não são suficientes para responsabilizar totalmente a política econômica federal. ?Se avaliar o Caged dos últimos 13 anos, observa-se que sempre apresentou resultado negativo no primeiro trimestre. Já houve, em 2012, uma taxa de desemprego maior que a registrada hoje. Naquela época foram mais de 21 mil desempregos, somente no mês de março?, lembra. ?Em janeiro, por exemplo, o comércio varejista de um modo geral demite aquelas pessoas de emprego temporário de fim de ano. Em fevereiro, março e até a primeira quinzena de abril têm os números negativos de fim de safra da cana-de-açúcar, quando as demissões sempre ocorrem?, completa. O superintendente do Ministério do Trabalho informa que dos 9,8 mil demitidos em março, cerca de 6,7 mil trabalhadores eram da agroindústria da cana-de-açúcar. Em segundo lugar aparecem as demissões da construção civil, seguido pelo setor agropecuário e, por último, a área do comércio varejista. ?Acredito que a partir deste mês, a maioria dos setores, exceto da indústria do açúcar que até setembro atravessa o período de entressafra, deve apresentar reações positivas na oferta de emprego?, pondera. Apesar de demonstrar esperança na reação do mercado de trabalho, Israel Lessa não esconde a preocupação com o nível de ofertas de emprego na área do comércio. Desde o segundo semestre do ano passado, a Delegacia do Ministério do Trabalho percebe o fechamento de pequenas lojas. Este ano se deparou com o fechamento de grandes magazines. A ?Esplanada?, por exemplo, fechou as lojas e com um aviso na porta cerrada informou à clientela que encerrou as atividades em Maceió.