Economia
Crise local acompanha cen�rio nacional
O perfil da atual crise no Estado está diretamente relacionado à crise econômica do País. ?Embora a crise do setor de açúcar e álcool se apresente como ininterrupta desde anos anteriores, o mês de março de 2016 se mostra mais recessivo se comparado com o mesmo período do ano anterior?, ressalta o secretário do Trabalho de Emprego e Renda de Alagoas, Joaquim Brito. ?Considerando as exportações alagoanas, elas caem em aproximadamente 60% se comparadas com 2015. A safra agrícola apresenta uma queda em março 2016, fundamentalmente pela redução da produção de cana-de-açúcar em aproximadamente 8% ? sendo esta cultura responsável por mais da metade da safra alagoana. No entanto, o setor de serviços se apresenta como gerador de empregos, obtendo um saldo positivo na contratação de mão de obra em 2016. Portanto, a economia alagoana tem um cenário otimista no setor dos serviços?, sustenta. Outro setor que sentiu a recessão, desaqueceu os investimentos e a oferta de emprego foi o da construção civil. Joaquim Brito disse que no primeiro trimestre do ano o setor registrou uma queda de 776 empregos formais. Já o mesmo período de 2015 apresentou um saldo de negativo de 582 empregos. Ou seja, este ano houve maior desemprego (primeiro trimestre) no setor do que ano passado. Com relação à oferta de emprego da cana-de-açúcar, o comportamento do primeiro trimestre de 2016 tem uma redução de 18.292 empregos formais. Em relação ao mesmo período de 2015, o saldo é de menos 1.395 empregos. O detalhe é que as usinas moeram num prazo maior de tempo em 2015, fazendo com que o primeiro trimestre tivesse um saldo de desemprego menor que o registrado em 2016.