Economia
Tivemos um surto inflacion�rio e uma paralisia nos investimentos
O número de trabalhadores com carteira assinada recuou de 36,5 milhões do quarto trimestre de 2014 para 35,4 milhões no mesmo período do ano passado. Uma parcela significativa desses trabalhadores buscou no trabalho autônomo uma forma de se reinserir no mercado de trabalho. São os chamados Conta Própria. Segundo a pesquisa do IBGE, esse contingente ? que vai de serventes a donos de pequenas franquias ? cresceu 5,2% no período de um ano até o quatro trimestre de 2015. Isso representa 1,14 milhão de pessoas a mais, para 22,9 milhões de trabalhadores. Para fazer a pesquisa, os entrevistadores do IBGE visitam 210 mil domicílios a cada trimestre com perguntas sobre emprego e renda. Os dados são coletados em cerca de 3.500 municípios do País. INVESTIMENTOS Um dos importantes pesquisadores econômico, o professor doutor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Cícero Péricles, reconhece que o País enfrenta uma recessão. A economia do Brasil, segundo o professor, conheceu um longo ciclo de crescimento durante os dois governos do presidente Luís Inácio Lula da Silva e o primeiro da presidente Dilma Rousseff, quanto obteve taxas positivas entre os anos 2003 e 2014. Mas, a partir do ano passado, a economia apresentou uma novidade, que foi uma taxa negativa de 3,7% de crescimento, com a expectativa de se repetir este ano o mesmo fenômeno do crescimento negativo. ?Aliado a isto, tivemos um surto inflacionário e uma paralisia nos investimentos federais e privados. Dois anos seguidos de taxas negativas caracterizam um período recessivo e não apenas uma conjuntura de crise?, explicou Péricles, acrescentando que os impactos no Nordeste são mais fortes do que para o resto do País.