Economia
Renda cai depois de 12 anos de avan�o
O econômica Cícero Péricles estima que o número de desempregado passa dos 11 milhões de brasileiro, quase dois milhões a mais que o resultado do IBGE apresentado no final do primeiro trimestre deste ano. ?Há apenas um ano e meio, em dezembro de 2014, esse número era de 6,5 milhões de trabalhadores, a menor taxa de desemprego medida pelo IBGE, considerado um fato histórico. Em um ano esse número disparou para 9 milhões, em dezembro do ano passado, e, agora, em março, chega a 11 milhões. Ou seja, a crise levou, em um ano e meio, 4,5 milhões de empregos. Outro elemento complicador para a economia é que a renda média do trabalhador, depois de doze anos de crescimento seguidos, caiu de dois mil reais para R$ 1.900, afetando a vida social e econômica dos trabalhadores mais pobres?. Em Alagoas, o economista explicou que os números são menores. ?Como somos uma economia pequena, periférica, o número de trabalhadores desocupados subiu de 123 mil, em 2014, para 145 mil no final de 2015. Evidentemente que isso é um reflexo da crise econômica, com uma influência muito forte do cenário político de instabilidade desde as eleições de outubro de 2014?. Os setores que mais sentem a recessão no Nordeste são dois, basicamente. O primeiro é o setor comercial, que obteve o melhor desempenho no período de crescimento, pelo fato da renda popular ter aumentando por doze anos seguidos. Os aumentos do salário mínimo, que obteve um ganho real de 76%, entre 2013 e 2015, assim como as transferências diretas de renda, caem diretamente no consumo do varejo. E, no ano passado, esse processo estancou, pela crise, que gera desemprego, e pela inflação, que extrapolou a meta federal e alcançou 10,7% penalizando o consumo.