Economia
D�lar recua a R$ 3,59 e bolsa tem alta de 2,55%
São Paulo ? o dólar emendou ontem a terceira queda consecutiva. Caiu 0,91% e fechou a R$ 3,59 para venda e R$ 3,58 para compra. Ou seja, desde a apresentação do relatório dos inspetores de armas da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o Iraque, a moeda norte-americana não parou de cair. Ontem, o bom humor foi norteado pela expectativa de que entrem no país em breve parte dos cerca de US$ 3 bilhões captados neste ano por empresas brasileiras no exterior e que ainda não ingressaram. Além disso, os investidores ainda repercutem a decisão do Banco Central, anunciada na semana passada, de recolher em reais, e não em dólares, cerca de US$ 1,5 bilhão em linhas para exportações leiloadas no segundo semestre de 2002 e que terão que ser devolvidas aos cofres do BC a partir do dia 21. Copom Nas mesas de operações, o assunto do dia foi o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), que anuncia hoje sua decisão sobre a taxa básica e juros do mercado, atualmente em 25,5% ao ano. A aposta dos analistas é de alta dos juros de no mínimo 1,5 ponto percentual, dada a impossibilidade de cumprir, num cenário de guerra, a meta inflacionária ajustada do governo, de 8,5% no ano. Bolsa A Bovespa seguiu o dia positivo das Bolsas internacionais, aliviadas - pelo menos por enquanto - com o risco de uma guerra entre EUA e Iraque, e fechou em alta de 2,55%, aos 10.449 pontos, com volume financeiro de R$ 580,776 milhões. Segundo o diretor da corretora Ágora Senior, Álvaro Bandeira, a melhora do mercado em geral reflete a decisão tomada ontem pela União Européia de fechar posição sobre a necessidade de se dar um maior prazo para os inspetores de armas no Iraque, acenando com a possibilidade de guerra somente em última instância. Risco A expectativa por uma saída diplomática para a crise no Iraque afetou também o mercado de dívida, onde o risco Brasil recuou 2,31% para pontos 1.308 e o principal título brasileiro negociado no exterior, o C-Bond, avançou 1,72% para 70,25% do valor de face.