Economia
Consumidor deve ficar atento � real necessidade
A prudência recomendada pela economista Luciana Caetano quanto aos prazos do financiamento tem como principal justificativa o possível surgimento de demandas emergenciais cuja solução não depende de solidariedade familiar, mas sim de dinheiro guardado no banco. Ao cogitar a possibilidade de contrair empréstimo consignado em folha, o consumidor deve sempre se questionar se o valor realimente será utilizado para satisfazer algo inadiável. ?Vai pegar empréstimo para comprar o que quer ou o que precisa??, questiona. Luciana Caetano considera ?uma estupidez? a contração de empréstimo para compra de produto ou serviço sem que haja real necessidade. ?Estupidez ainda maior?, avalia a economista, é a divisão das parcelas num prazo superior aos 24 meses. A dívida de longo prazo, avalia a economista, é uma espécie de acumulado de difícil administração por causa da vinculação do cenário de instabilidade econômica à perda de poder de compra do salário do qual sairão as parcelas do financiamento. ?Financiamento de longo prazo só deve ser utilizado para a compra de imóvel?, aconselha. ?O empréstimo deixa de ser interessante também quando se compra um carro e se divide seu pagamento em mais de 24 meses. Os juros são elevadíssimos?, completa.