Economia
Aumenta inadimpl�ncia nas contas de �gua e luz
O número de consumidores que deixaram de pagar a conta de energia em Alagoas já tinha crescido 8,5% até o final de abril deste ano, na comparação com 2015. Naquele mês, o índice de inadimplência era de 12,7% dos atuais 1 milhão e 40 mil clientes. À Gazeta de Alagoas, a direção da empresa estatal atribui a elevação da inadimplência ao ?cenário econômico desfavorável, com fortes reflexos nas classes produtivas (industrial e comercial) e nas residências, associado à elevação das taxas de emprego?. A conta de energia está no setor chamado de utilities, que inclui o fornecimento não apenas da energia, mas também da água encanada e do gás canalizado, e representou 17,9% do total de dívidas em atraso. É o segundo lugar no ranking do calote nacional. Os dados, incluídos em recente pesquisa da Serasa Experian, mostram que a soma dos ?calotes? nas contas de água, luz e gás só não perdem para o de cartões de crédito, com 27%. É a mais alta participação do setor de utilities desde junho de 2014. A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), que sequer cogitou reajustar o valor de sua tarifa básica, confirma inadimplência de 10%. O percentual é o mesmo registrado no final de 2015, segundo informou à Gazeta a assessoria de imprensa da empresa. Considerando os índice atual (10%), 194.828 consumidores não pagam a conta de água, atualmente, apesar do fornecimento do produto. Em relação aos 12,7% de inadimplência na conta de luz, 127.005 clientes não estariam horando seu compromisso. A inadimplência também entre os mais de 40.500 clientes residenciais da Algás em Maceió saltou de 7,39% para 8,74%. Não há estudo específico sobre a causa do problema, mas a diretoria da empresa deduz que os atrasos decorrem da crise que assola o País. ?Com relação as consequências, um maior índice de inadimplência pode comprometer o caixa da Companhia?, admite Eduardo José de Lucena Almeida, gerente financeiro da empresa. 0,44% do total de devedores não paga a conta do serviço há até dois meses. Atualmente, a Algás fatura R$ 22 milhões de reais ao mês de sua residencial, concentrada em Maceió. A Companhia de Saneamento de Alagoas recebe R$ 32 milhões este ano e a Eletrobras Distribuição Alagoas fatura uma média de R$ 130 milhões mensais. O número de brasileiros inadimplentes atingiu 60 milhões em março. O montante representa 41% da população com mais de 18 anos e é o mais adverso já registrado desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012, quando 50,2 milhões não honravam seus compromissos.