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Economia

Buraco fiscal n�o diminui a curto prazo

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Rafael Bistafa, economista da consultoria Rosenberg, também afirma que as medidas não reduzem o buraco fiscal a curto prazo, além de faltarem detalhes importantes para serem consideradas uma solução de longo prazo. A consultoria previa que, na melhor das hipóteses, o governo conseguiria um deficit primário equivalente a 1% do PIB em 2017, ou rombo de R$ 65 bilhões, considerando o setor público consolidado. Como medidas relevantes de impacto fiscal imediato ainda não foram anunciadas, a Rosenberg está revisando o número para um rombo pior. ?Essa projeção de deficit de 1% embutia uma expectativa nossa de que algumas medidas de impacto no curto prazo fossem tomadas. Mas elas não vieram. Na nossa avaliação, esse governo está muito mais lento do que se previa na proposição de cortes de gastos. Entregamos o benefício da dúvida para esse governo, mas ele tem que entregar resultados?, afirmou Bistafa. Ele citou como ?uma das frutas mais ao alcance da mão? da equipe econômica a reversão das desonerações, cujos ?custos são gigantes, e os benefícios, duvidosos?.

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