Economia
Uni�o e Estados voltam a negociar d�vida
Brasília, DF ? Com a intenção de fechar um acordo com os governos dos Estados nos próximos 15 dias, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Tarcísio Godoy, chamou os secretários estaduais para uma conversa na próxima quarta-feira. Godoy é o novo encarregado de conversar com os secretários de Fazenda para tentar resolver a negociação em torno das dívidas com a União. Com as finanças estranguladas, os estados pediram ajuda ao governo, e a proposta da União feita na gestão de Dilma Rousseff previa um alongamento de 20 anos no prazo para pagamento dos débitos e um desconto de 40% nas prestações durante dois anos. Como contrapartida, porém, a proposta exige um forte corte de despesas dos estados. Os secretários chegarão à mesa de negociação pedindo uma revisão das contrapartidas e carência para os pagamentos. De acordo com secretários de Fazenda ouvidos pela reportagem, dois dos principais itens da negociação são o prazo e o porcentual de carência. O governo federal não divulga sua margem de negociação. Ao enviar ao Congresso Nacional um pedido para alterar a meta de superavit primário (a economia para pagamento dos juros da dívida pública) e permitir um rombo de R$ 170,5 bilhões este ano (ou seja, fechar o ano com deficit primário, e não com superavit), a nova equipe econômica não explicitou qual o espaço fiscal reservado para a negociação com os estados, apenas afirmou que já contabiliza os custos na proposta. Caso as negociações avancem, há ainda a expectativa de que o novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, convide os governadores para uma conversa. A proposta final será fechada, com o auxílio dos secretários, entre Meirelles e os governadores.