Economia
Juiz autoriza venda de usina do grupo JL
A massa falida de Laginha Agro Industrial S/A não está mais no fundo do poço, como parecia. Após dois anos da decretação da falência pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, o Grupo João Lyra tem trilhado caminhos que podem resultar, em médio prazo, na conversão do processo em recuperação judicial. A dívida total à época da falência era de R$ 2,1 bilhões. Como se sabe, o empresário João Lyra ofereceu créditos da Ação 4870 que podem cobrir tributos federais e reduzir a dívida em até R$ 700 milhões. Existe no momento a proposta de compra da Usina Guaxuma, em Coruripe, um negócio de R$ 850 milhões. Essas duas propostas poderiam reduzir a dívida a menos de R$ 700 milhões. A venda de mais um ativo, que está em fase final de negociação, pode reduzir ainda mais o volume da dívida. Trata-se da Usina Vale do Paranaíba, instada no estado de Minas Gerais, que foi avaliada em 2014 por R$ 211 milhões. João Lyra apresentou uma carta de intenções da empresa Cambuí Açúcar e Álcool Ltda, que reiterou o interesse na compra da unidade Vale do Paranaíba. Instalada em Goiás, a Usina Cambuí aparenta ser uma empresa sólida no setor, com capacidade de moagem de 2 milhões de toneladas de cana. O juiz responsável pelo processo, Kleber Borba Rocha, da Comarca de Coruripe, já decidiu pela venda que, a princípio, será feita na modalidade ordinária, mas admite fazer a venda extraordinária, se houver requerimento do Comitê de Credores ou da Administração Judicial.