Economia
Surubim amea�ado de extin��o no Velho Chico
Belo Horizonte, MG ? Espécies como o surubim e o pirá, entre outros peixes do cardápio da população ribeirinha do rio São Francisco, não existem mais em quantidade suficiente para movimentar a economia e garantir a sobrevivência dos pescadores do Baixo São Francisco. Os animais fazem parte da lista dos ameaçados de extinção. O alerta do representante da Federação dos Pescadores e secretário geral do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), José Maciel de Oliveira, foi feito na sexta-feira, 3, durante o lançamento da Campanha do Dia Nacional em Defesa do Rio São Francisco. Maciel vai levar as preocupações que ameaçam a economia e a atividade pesqueira do Baixo São Francisco aos cientistas que se reúnem a partir deste domingo, 5, no I Simpósio da Bacia Hidrográfica do São Francisco, em Belo Horizonte. O Simpósio reúne, até o dia 9 de junho, 700 cientistas, pesquisadores, estudantes ativistas, entidades não governamentais da bacia do São Francisco e estudantes, no campus da Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), para iniciar o primeiro diagnóstico sobre a situação do ?Velho Chico?. O documento dos cientistas é uma exigência antiga de mais de 200 entidades que formam o CBHSF e defendem a revitalização da bacia. Ele vai subsidiar a direção do Comitê a fim de cobrar, ao presidente interino da República, Michel Temer (PMDB), a adoção de políticas de revitalização da calha do São Francisco. No começo das obras de transposição, ainda no governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva, o governo federal se comprometeu de gastar R$ 1 na revitalização para cada real aplicado na transposição.