Economia
Petrobras admite alta nos pre�os de combust�veis
Ao contrário do que disse o presidente da Petrobras na semana passada, o diretor-financeiro da companhia Sérgio Gabrielli, levantou a hipótese de aumento de preços dos combustíveis. Segundo ele, a empresa pretende ?mexer nos valores dos derivados o mais rápido possível?. Em audioconferência com analistas de mercado, o executivo admitiu que os preços no mercado doméstico estão defasados em relação às taxas do mercado internacional. Na última sexta-feira, o presidente José Eduardo Dutra contou que, diante do cenário instável atual, não é hora para se reajustar preços, mesmo porque, segundo ele, a defasagem é pequena. Mesmo com avaliações contrárias sobre a paridade de preços da Petrobras em relação às cotações internacionais, o presidente, José Eduardo Dutra, e o seu diretor financeiro podem, os dois, estarem corretos. A questão dependerá da maneira como a empresa vai definir o que é ou não defasagem dos preços domésticos para as cotações do exterior. Para Dutra, a defasagem é pequena. De acordo com cálculos do Centro Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE), a gasolina está apenas 1% mais barata no País, confrontando os preços do Golfo do México. Isso sem considerar o preço do frete, já que a gasolina consumida no Brasil é toda produzida no País, sem, portanto, necessidade de importação nem de frete. O litro da gasolina da Petrobras está sendo vendida nas refinarias a US$ 0,22. O preço no Golfo do México é de US$ 0,23 sem o transporte. Com o frete, o litro vai a US$ 0,2515 e a defasagem cresceria para 9%, dando razão ao diretor-financeiro da Petrobras. ?Não existe parâmetro certo ou errado, usando ou não o frete como parâmetro. É preciso apenas ser coerente, usando o mesmo critério para os demais combustíveis?, avalia. No caso de produtos que dependem de parcela de importação, como o diesel e o GLP, cabe à Petrobras avaliar se considera o frete apenas no percentual importado ou se a cotação com o frete vale para todo o volume vendido no País. A defasagem do diesel, com 30% do fornecimento comprado no exterior, varia de 12% a 18%. No primeiro caso, com menor diferença dos preços ante o mercado internacional, o CBIE considera o preço sem frete.