Economia
Crise faz alagoanos cortarem sup�rfluos
A economia nacional vive momentos de números recordes, com a maior inflação anual desde 2003 e a maior taxa de juros desde 2005, as famílias alagoanas estão enfrentando a recessão econômica buscando alternativas no orçamento, cortando custos, eliminando o que consideram supérfluo e comprando somente o básico. ?Antigamente a gente comprava até coisas que não eram necessárias, hoje em dia é só o que é extremamente necessário. Vamos ao mercado e só compramos aquilo que realmente necessitamos, saindo pouco ou nunca da cesta básica. Abri mão praticamente 100% do supérfluo, como almoçar e jantar em shoppings, ir ao cinema ou a um barzinho, porque quando as coisas apertam, ou você sai e se diverte, ou paga uma conta?, conta a empresária Elizângela Barros, de 34 anos. A empresária explica que os ajustes nas contas de casa já vem acontecendo desde outubro do ano passado. ?Começamos a sentir o aumento de itens como energia, luz, água e, desde então, realizamos uma série de medidas para economizar. Por exemplo, nós gastávamos cerca de R$ 200 mensais com internet, trocamos de operadora e pagamos R$ 60 atualmente. Hoje em dia se eu estou na sala, o resto de todos os cômodos ficam com a luz apagada. A água, eu só estou usando uma vez na semana, economizo energia também com o racionamento do uso da máquina de lavar?, enumera. Luz, água e combustível são apontados como os vilões da economia doméstica, além do aumento expressivo de alimentos bem comuns na mesa do brasileiro, como o feijão, por exemplo, que subiu cerca de 1,58%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de maio, feito pela Superintendência de Produção da Informação e do Conhecimento (Sinc), vinculada à Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio de Alagoas (Seplag). *Sob supervisão