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Rem�dios: libera��o de pre�os pode gerar abusos

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Brasília - A liberação pelo governo dos preços de 260 medicamentos, que começou a valer a partir de ontem, pode gerar abusos por parte das indústrias e das farmácias, alertam o CRF-DF (Conselho de Farmácia do Distrito Federal) e o Idum (Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos). A lista dos remédios cujos preços o governo não vai mais controlar compreende medicamentos que são vendidos sem prescrição médica e que têm no mínimo cinco concorrentes. O restante dos cerca de 3.000 remédios que há no mercado vai continuar com os preços controlados pelo governo pelo menos até junho, quando uma nova política para o setor será proposta. As entidades explicam que, como os remédios são conhecidos pelo público por seu nome fantasia e não pelo princípio ativo, os fabricantes e os estabelecimentos varejistas podem elevar os preços dos medicamentos mais famosos, já que a população desconhece que existem similares mais baratos. ??Por exemplo: Novalgina, Anador e Magnopirol têm o mesmo princípio ativo, que é a dipirona. Só que a Novalgina é o mais conhecido. Assim, o dono da farmácia pode aumentar o seu preço porque o consumidor vai comprar da mesma forma, já que não sabe que pode trocá-lo??, afirma Antônio Barbosa, presidente do CRF-DF. Na sua opinião, deveria haver a publicação de uma lista com os medicamentos equivalentes e uma campanha de esclarecimento.

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