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Deficit do governo central � o pior para meses de maio em 20 anos

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Brasília, DF ? Numa demonstração de que as contas públicas ainda não apresentam sinais de melhora, o governo central ? que inclui o Tesouro Nacional, o INSS e o Banco Central (BC) ? registrou no mês passado um deficit de R$ 15,5 bi, o pior desempenho para meses de maio dos últimos 20 anos. A atividade econômica fraca e o recuo na arrecadação de tributos levaram a novos recordes negativos no mês passado. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, essa foi a primeira vez em que se observou um rombo dessa dimensão: R$ 23,8 bilhões. A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, reconheceu que uma virada do quadro fiscal não deve ocorrer no curto prazo. ?A deterioração das contas públicas não será de reversão curta, dependerá de prazo?, disse ontem, em sua primeira entrevista coletiva desde que assumiu o cargo. Para a secretária, no entanto, o governo deu um passo importante ao adotar transparência e ?explicitar a real situação? das contas públicas. No mês passado, o governo do presidente em exercício Michel Temer conseguiu aprovar no Congresso Nacional a nova meta fiscal para 2016, que permite um deficit de até R$ 170,5 bilhões nas contas do governo central. Nos 12 meses encerrados em maio, o número está negativo em R$ 145 bilhões, o que ainda permite expansão fiscal. De acordo com a secretária, entretanto, não há mais margem para novos aumentos de despesa. ?Quando fizemos a recomposição da meta, riscos fiscais foram ponderados, como o espaço para renegociação das dívidas dos estados, espaço para frustração de receitas?, disse. ?Não há mais espaço adicional?. Ana Paula engrossou o coro do novo governo e disse que a meta anterior, deixada pela gestão de Dilma Rousseff, que permitia um deficit de até R$ 96,7 bilhões, tinha despesas obrigatórias subestimadas. Segundo ela, o novo alvo para as contas públicas resgata a credibilidade no cumprimento das metas fiscais.

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