Economia
Desemprego bate 11,2% no trimestre encerrado em maio
Rio de Janeiro, RJ ? Uma combinação de maior procura por trabalho sem a geração de mais vagas elevou a taxa de desemprego do País para 11,2% no trimestre encerrado em maio, divulgou o IBGE ontem. O resultado foi bem acima do registrado no mesmo período do ano passado (8,1%). Também renovou o recorde do setor, ao marcar a pior taxa da série histórica da pesquisa iniciada em 2012. O País tinha 11,44 milhões de pessoas procurando emprego sem encontrar no trimestre encerrado em maio, um recorde. São 10,3% a mais na comparação com os três meses anteriores e 40,2% maior em relação a um ano antes. O rendimento real (descontada a inflação) dos trabalhadores foi de R$ 1.982 no trimestre, estatisticamente estável frente aos três meses anteriores (R$ 1.972) e 2,7% menor que em igual período de 2015 (R$ 2.037). Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio ? Contínua), que acompanha 211 mil domicílios a cada três meses em 3.464 municípios espalhados pelo País. No trimestre encerrado em maio, o País tinha 90,85 milhões de pessoas ocupadas (formal ou informalmente), 0,3% a menos que nos três meses anteriores. Isso significa 285 mil pessoas a menos trabalhando. Para o IBGE, a variação apontaria estabilidade. Quando comparado ao mesmo período do ano passado, porém, a população ocupada teve uma queda de 1,4%, o que representa 1,25 milhão de pessoas a menos trabalhando no País, segundo o instituto. Em um ano, essas pessoas perderam emprego, principalmente na indústria. O setor ocupou 10,7% pessoas a menos frente ao mesmo trimestre de 2015. Ao todo, 1,4 milhão de pessoas foram demitidas. A contribuição da indústria para o desemprego no País seria ainda maior se considerada a dispensa de trabalhadores terceirizados, como pessoas de segurança, limpeza e atividades administrativas.