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Safra 2015/2016 sofrer� redu��o

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O Brasil tem três safras de feijão: uma colheita em abril; a segunda até julho; e a última, que é irrigada, está com o plantio sendo finalizado este mês para ser colhido até outubro. ?Com a entrada da safra irrigada a partir deste mês e a concentração em julho e agosto, é prevista uma queda nos preços, que devem fazer o movimento inverso até a entrada da safra 2016/2017, cujo plantio inicia-se a partir de setembro?, disse o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller. Entretanto, para Marcelo Lüders, essa terceira safra será ?uma gota d?água no deserto?, que vai amenizar, mas não eliminar, os fatores que elevaram o preço do feijão. A terceira safra de feijão está estimada em 873,3 mil toneladas, 2,4% acima da terceira safra de 2014/2015. O presidente do Ibrafe cobra o cumprimento da política do preço mínimo do feijão. Segundo ele, há cerca de dez anos a cadeia produtiva não recebe a atenção devida do governo. Segundo ele, existem fatores que desestimulam a produção do feijão, fazendo o produtor diminuir a área plantada em detrimento de outras culturas mais rentáveis. ?Em 2013, teve feijão jogado fora, destinado para ração. Estava tão barato que não tinha como o produtor transportar?, contou. Existem defensivos agrícolas mais modernos, segundo Lüders, que poderiam baratear a produção, mas que, por causa da burocracia, ainda não foram liberados para importação no Brasil. A política de abastecimento também poderia ser revista, para o presidente do Ibrafe, já que há, segundo ele, variedades de feijão-carioca que poderiam ser estocadas por até dois anos sem comprometer a qualidade. O presidente do Ibrafe informou que em julho haverá o Fórum Brasileiro do Feijão, que reunirá toda a cadeia produtiva, entre produtores, pesquisadores de comercialização e entes governamentais. SECA De acordo com o nono levantamento da safra 2015/2016, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no dia 9 de junho, as estiagens prolongadas e altas temperaturas levaram ao recuo na produção total de grãos, inclusive do feijão. A estimativa é de 2,9 milhões de toneladas de feijão nesta safra, 6,1% inferior à anterior.

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