Economia
Press�o exterior faz d�lar fechar em R$ 3,30, terceira alta seguida
São Paulo, SP ? A aversão global ao risco voltou aos mercados ontem. O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) alertou que as ameaças à estabilidade financeira do Reino Unido surgidas com o Brexit começaram a se materializar, reacendendo os temores de uma desaceleração da economia global. A saída do Reino Unido da União Europeia provocou uma fuga de recursos para ativos considerados mais seguros, como o ouro e títulos de dívida soberanos. Três fundos imobiliários britânicos suspenderam os resgates de cotas por falta de dinheiro para pagar os investidores, por causa da grande demanda por retirada. Como consequência, as Bolsas e o petróleo recuaram. O dólar voltou a se valorizar globalmente, e a libra chegou a atingir o menor patamar em 31 anos durante o pregão. Para piorar o humor dos investidores, os bancos italianos voltaram a demonstrar sinais de fragilidade. No Brasil, o dólar avançou para a casa dos R$ 3,30, influenciado, além do cenário externo negativo, por mais uma ação do Banco Central no câmbio. O Ibovespa caiu 1,38%, e os juros futuros e do CDS (credit default swap) brasileiro, indicador de percepção de risco, subiram. O dólar à vista encerrou a sessão em alta de 1,63%, a R$ 3,3014, enquanto o dólar comercial terminou com ganho de 1,10%, a R$ 3,3010. O Banco Central leiloou, pela terceira sessão seguida, 10.000 contratos de swap cambial reverso, equivalentes à compra futura de dólares pela autoridade monetária brasileira, totalizando US$ 500 milhões. Com isso, a posição vendida do BC (estoque de swap cambial tradicional, que correspondem à venda futura da moeda) caiu para US$ 60,635 bilhões.