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CNI defende mudan�as nas leis trabalhistas e na Previd�ncia

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Brasília, DF ? Após mais de duas horas de reunião com o presidente interino Michel Temer e cerca de 100 empresários do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, disse na sexta-feira (8) que, para o governo melhorar a situação do deficit fiscal, serão necessárias ?mudanças duras? tanto na Previdência Social quanto nas leis trabalhistas. Braga citou como exemplo a França, onde as leis trabalhistas estão sendo discutidas. ?Vimos agora o governo francês, sem enviar ao Congresso Nacional, tomar decisões com relação às questões trabalhistas. No Brasil, temos 44 horas de trabalho semanal. As centrais sindicais tentam passar esse número para 40. A França, que tem 36, passou para a possibilidade de até 80 horas de trabalho semanal e até 12 horas diárias de trabalho (na verdade, são 60 horas semanais). A razão disso é muito simples. A França perdeu a competitividade de sua indústria com relação aos demais países da Europa. Agora, está revertendo e revendo suas medidas, para criar competitividade. O mundo é assim e temos de estar aberto para fazer essas mudanças. Ficamos ansiosos para que essas mudanças sejam apresentadas no menor tempo possível?, argumentou o empresário. ?Um deficit de R$ 139 bilhões [para 2017]. Acho que foi uma demonstração de responsabilidade do governo apresentar as dificuldades e o esforço que será feito para contornar essas dificuldades?, afirmou o presidente da CNI. Segundo ele, ao considerar que, em 2016, o deficit será R$ 170 bilhões, a conclusão é que haverá, em algumas áreas, crescimento de despesas governamentais.

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