Economia
Alagoas est� sem estoque de feij�o, revela Conab
Arapiraca ? ?Quando o feijão passa muito tempo armazenado, muda muito sua qualificação. Embora não perca as propriedades nutricionais, ele fica mais escuro e perde o valor comercial. Até março do ano passado, estávamos com estoque de 80 mil toneladas. Como a saída estava sendo pequena, fizemos vários leilões e, mesmo assim, a quantidade armazenada continuava sendo muito grande. O jeito, então, foi doar?, declarou o superintendente regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em Alagoas, Eliseu José Rego. Ele afirma que, no período em que os estoques foram leiloados e posteriormente doados, o que se esperava era que os estoques fossem rapidamente renovados com a safra do Sudeste e Sul do País, o que não aconteceu. Ele confirmou ainda que a produção de Alagoas não tem influência sobre o preço de mercado do grão. ?A produção de feijão em escala comercial em Alagoas é ínfima. Nos anos 80, era muito forte no Sertão, na região de Santana do Ipanema até Piranhas. Mas foi reduzindo aos poucos até desaparecer por completo. O governo estadual está tentando trazer isso de volta?, declarou. SECA A seca dos últimos anos deixou os agricultores desconfiados no Agreste. O cultivo de feijão, que tradicionalmente acontece no início de maio, junto com o milho do São João, foi atrasado por muitos trabalhadores rurais. No Agreste, não é difícil encontrar lavouras em diferentes estágios. Enquanto Valfrido Celestino dos Santos já começou a colher feijão em sua propriedade no sítio Serrote, em Arapiraca, não muito longe dali, no sítio Lagoa da Pedra, território de Lagoa da Canoa, Givonete Lima dos Santos, está plantando agora.