Economia
Pre�o faz produtor estocar feij�o
Arapiraca ? A alta no preço do feijão, apesar de não ser mais novidade, continua rendendo reclamações dos consumidores e memes nas redes sociais. No Agreste e Sertão de Alagoas, apesar da produção em escala comercial ter entrado em declínio até praticamente desaparecer na década passada, está sendo registrado um aumento na área cultivada do grão. ?A gente tem que plantar feijão, porque com a carestia que está hoje, se não plantar, não come?, justifica o agricultor Valfrido Celestino dos Santos, morador do sítio Serrote, zona rural de Arapiraca. O trabalhador rural, que na semana passada trabalhava sozinho arrancando os pés de feijão na roça, conta que não esqueceu o valor do último quilo do grão comprado em um mercadinho para ser usado como semente: R$ 13,80. ?Para sustentar a família comprando feijão nesse preço tinha que ser rico. Outra coisa pode faltar na mesa, mas sem feijão e café não dá para passar?, declarou, explicando que, apesar de ter comprado feijão para usar como semente, ele e a família ainda se alimentam dos grãos que produziram do ano passado. De acordo com o secretário de Agricultura de Arapiraca, Rui Palmeira Medeiros, o agricultor familiar do município e na região Agreste, de maneira geral, não produz feijão para vender. De acordo com ele, o grão é encarado como uma cultura de subsistência. ?Os trabalhadores rurais geralmente plantam uma pequena área de feijão, consorciados com outras culturas, também de subsistência, apenas para o consumo próprio e da família, sem vender o excedente. Mesmo com essa alta no preço do feijão, não acredito que isso mude?, ressaltou.