loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

N�mero de inadimplentes cai pela primeira vez desde 2014

Ouvir
Compartilhar

São Paulo, SP ? O pior momento da inadimplência do consumidor pode ter ficado para trás. Pela primeira vez em dois anos, o número de brasileiros inadimplentes diminuiu em maio. Naquele mês, 59,4 milhões de pessoas constavam na lista de devedores com prestações em atraso. É 1,3 milhão de inadimplentes a menos do que no mês anterior, quando o indicador apurado pela Serasa Experian, empresa de informações financeiras, atingiu o recorde da série iniciada em 2012 no País. Em abril deste ano, 60,7 milhões tinham dívidas em atraso. Outro indicador reforça o movimento de melhora no calote. Cresceu 3,8% no primeiro semestre do ano em relação a igual período de 2015 o número de pessoas que saíram do cadastro de inadimplentes, aponta a Boa Vista SCPC, empresa especializada em informações financeiras. Segundo os economistas da Serasa, este movimento revela o esforço dos consumidores para renegociar dívidas e sair da inadimplência. Para eles, são duas as condições que possibilitaram às pessoas regularizarem as dívidas: elas buscaram linhas de crédito ou sacaram o dinheiro da caderneta de poupança. De acordo com informações do Banco Central, as retiradas da poupança superaram os depósitos em R$ 42,6 bilhões entre janeiro e junho de 2016. Na divisão por faixa etária, os consumidores de 41 a 50 anos são os mais inadimplentes (12,8% em maio, igual ao nível do mês anterior). Na sequência aparecem os jovens de 18 a 25 anos (15,6% em maio, de 15,8% em abril). Depois está a faixa de 31 a 35 anos (13,8%, estável ante o mês anterior), seguida da categoria de 26 a 30 anos (13,7%, também estável). Os idosos acima de 61 anos estão entre os mais regulares nos pagamentos (com 12,5% de inadimplência), assim como a faixa de 36 a 40 anos (12,4%) e os de 51 a 60 anos (12,8%). O curioso é que o alívio entre os inadimplentes ocorre apesar de o cenário econômico continuar difícil, com aumento do desemprego e do desempenho ainda negativo do ritmo de atividade. Economistas das duas empresas que calculam os indicadores de solvência atribuem boa parte do resultado positivo à maior flexibilização dos credores na hora de renegociar.

Relacionadas