Economia
Dinheiro volta a circular no munic�pio
Diante da pressão, Dante Alighieri não teve alternativa a não ser renunciar ao mandato. Em seu lugar assumiu o vice Manoel Basílio de Santana (PDT), que regularizou a folha de pagamento dos servidores e credores, além de restabelecer alguns serviços emergenciais. O chefe de gabinete da prefeitura, Edvânio José da Silva, garante que boa parte dos débitos foi paga, mas admite que a prefeitura ainda deve uma folha aos prestadores de serviço e comissionados. Para tentar equilibrar as finanças, a prefeitura demitiu 1,9 mil servidores sem estabilidade. A receita mensal do município gira em torno de R$ 5,5 milhões, dinheiro que arrecada com o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), royaltes, ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Os gastos com a folha de pagamento consomem mensalmente R$ 3 milhões ? o município está dentro do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece gasto de 70% com a folha do funcionalismo. O dinheiro voltou a circular na cidade. A prefeitura investe em prioridades, mas não tem como fazer obras. Apesar de precisar de manutenção e saneamento, a parte histórica da cidade está preservada. O mesmo não acontece nos bairros Xingó, Nossa Senhora da Saúde e Nossa Senhora das Graças, que estão abandonados, com ruas esburacadas, algumas sem calçamento, sem saneamento e coleta de lixo precária. Na área do centro comercial planejado, a imagem da crise econômica é semelhante à vivida pela maioria dos 5,5 mil municípios brasileiros: diversos estabelecimento fechados e muita gente desempregada.