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Pragas reduzem em 50% a produ��o de coco

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Maragogi ? As 33 pragas identificadas e que acometem os coqueirais alagoanos provocam uma perda estimada de 50% da produção. Por ser uma atividade desenvolvida principalmente por micro e pequenos produtores e devido ao porte das plantas, não se faz o devido combate por falta de recursos, de equipamentos e de assistência técnica. ?A área plantada vem caindo ano após ano. Tínhamos 25 mil hectares e agora 12 mil. E em processo de redução! São cerca de 5.300 produtores com área média de 2.3 hectares. Nesse ritmo, estamos em processo de extinção?, alertou o presidente da Associação dos Produtores de Coco de Alagoas (Prococo), Bruno Brandão. O maior perigo, entretanto, tem cor rubra, que remete ao perigo. Trata-se da recém-descoberta praga quarentenária do ácaro-vermelho-das-palmeiras (Raoliella Indica Hist). Por se tratar de praga quarentenária, existe a possibilidade de graves danos à produção de coco no Estado de Alagoas com até 90% de perdas econômicas ou até mesmo a morte das plantas. Há ainda o risco iminente de restrições à comercialização do coco seco de Alagoas para fora do Estado. REGISTRO De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o primeiro registro do ácaro-vermelho-das-palmeiras no Brasil foi em 2007, em Roraima, e houve, ainda, registros dessa praga no Amazonas, Ceará e São Paulo. O ácaro pode atacar coqueiros, bananeiras, dendezeiros e mais de noventa espécies de plantas, principalmente palmeiras, causando o amarelecimento severo e necrose das folhas e, consequentemente, a redução drástica da produtividade, principalmente em plantas novas e mudas em viveiros. Bruno Brandão lembra que um grupo de trabalho foi criado por meio de Portaria da Secretaria de Estado da Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seagri), envolvendo, dentre outras instituições, a Prococo, a Embrapa, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o Instituto Federal (Ifal) e órgãos estaduais, a exemplo da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) e da própria Seagri. O grupo apontou, há cerca de três meses, a necessidade de remoção radical das plantas infectadas pelo ácaro-vermelho em Maceió, primeiro foco identificado da praga no Estado. O trabalho de combate, segundo ele, caberia à Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma), mas ainda não foi iniciado.

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