Economia
Trabalhadores da Eletrobras vivem incerteza
O clima de incertezas é grande entre os funcionários da Eletrobras Alagoas com a decisão da empresa, divulgada na última sexta-feira, 22, de não renovar a concessão de suas seis distribuidoras nas regiões Norte e Nordeste do País. Isso ocorreu porque o governo federal, principal acionista da empresa, decidiu não fazer o aporte de R$ 8 bilhões para sanear as companhias, que acumulam prejuízos há anos. Em Alagoas, a Eletrobras emprega aproximadamente 1200 pessoas. Segundo o presidente do Sindicato dos Urbanitários do Estado, Nestor da Silva Powell, a situação em que a empresa se encontra é inédita. ?O clima não é nada bom entre os funcionários, as incertezas são grandes. Essa situação criou um ambiente inédito para o País. Nem o atual governo, com sua agenda neoliberal, sabe lidar com essa situação?, revela. Com a decisão, a Eletrobras não terá mais nenhuma concessão no sistema de distribuição e o governo federal precisará encontrar, com urgência, um comprador para as distribuidoras e para assumir as concessões. Nestor alega que a categoria se reunirá nacionalmente para demandar questões a respeito da decisão tomada pela empresa. ?O que nós precisamos é um posicionamento firme do governo. Existe a possibilidade de haver uma terceirização e isso pode implicar em uma precarização dos serviços, incluindo o aumento de tarefa. Nós iremos nos reunir nacionalmente para criar uma frente de resistência?, ressalta. Ainda segundo o presidente, a preocupação da categoria também se dá por conta da manutenção da qualidade do trabalho. ?Nós estamos preocupados com a continuidade dos serviços, também. A Eletrobras é uma empresa reconhecida pelo trabalho que desenvolve, sendo certificado por índices de qualidade e satisfação ao cliente?, explica Nestor. *Sob supervisão da editoria de Economia.