Economia
Alagoas fecha quase 33 mil vagas de trabalho
Alagoas encerrou o primeiro semestre deste ano com o fechamento de 32.496 postos de trabalho com carteira assinada, uma retração de 8,72% em relação ao mesmo período do ano passado. Os números são do Cadastro Geral de Empregado e Desempregado (Caged) e foram divulgados ontem, pelo Ministério do Trabalho. Segundo o órgão, o resultado dos primeiros seis meses deste ano foi puxado principalmente pelo setor sucroalcooleiro. Em junho, Alagoas fechou 904 empregos celetistas, equivalente à diminuição de 0,26% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. Segundo o Caged, os setores de atividade econômica que mais contribuíram para este resultado foram a Construção Civil (que eliminou 746 postos) e o Comércio (-291 postos), cujos saldos negativos superaram o desempenho positivo do setor de Serviços, que abriu 145 postos com carteira assinada no mês passado. No acumulado de 12 meses até junho, o Estado acumula a extinção de 10.253 postos de trabalho, uma retração de 2,93%. Maceió foi o município que mais demitiu no mês de junho, com a extinção de 623 vagas formais de trabalho. Em seguida aparecem Arapiraca (menos 222 vagas) e Rio Largo (menos 89 postos). Na outra ponta, São José da Tapera aparece como o município que mais criou emprego em junho, com 60 vagas. Em seguida aparecem São Miguel dos Campos (49) e Atalaia (41). BRASIL Em todo o País, segundo o Ministério do Trabalho, foram cortados em junho deste ano 91 mil postos de trabalho, aproximadamente 18% menos do que junho de 2015. No acumulado do primeiro semestre, o saldo de postos fechados é de 531.765 vagas pela série com ajuste, ou seja, incluindo informações passadas pelas empresas fora do prazo. Este é o pior resultado para o período desde o início da série, em 2002. Em doze meses, o País acumula o fechamento de 1,75 milhão de postos de trabalho. Em março deste ano, quando foi alcançado o recorde no fechamento de vagas, este número estava em 1,81 milhão. Desde abril de 2015 o País não registra um saldo líquido positivo entre a criação e o encerramento de postos de trabalho. Neste período, já foram fechados mais de 2 milhões de empregos.