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Den�ncias influenciam na extin��o

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O assessor de intercâmbio internacional da Universidade Federal de Alagoas, Aruã Silva de Lima, pondera que conhecer lugares novos e se expor em redes sociais é um comportamento normal de jovens. ?Francamente, eu não acho que os estudantes europeus agem de maneira diferente. Estamos falando de jovens, ávidos por conhecer o mundo. O acompanhamento precisa ocorrer e deve ser criterioso, mas não podemos ignorar que em todo o mundo jovens são curiosos e, frequentemente, destemidos. Outros elementos são mais importantes para uma avaliação real do CsF?, diz. A estudante Anna Karina aproveitou o intercâmbio para desenvolver pesquisas acadêmicas. ?Apesar do que muitos falam sobre pessoas usando o dinheiro do intercâmbio para fazer turismo, conheci muita gente que se esforçou bastante, priorizava a universidade e que, inclusive, viajava para fazer cursos e participar de congressos. No meu caso em particular, eu viajei pela costa da Inglaterra desenvolvendo pesquisas relacionadas ao meu Projeto de Verão, que já se tornou três artigos científicos?, conta. Os estudantes alagoanos ouvidos pela Gazeta alegaram que o programa acrescentou muito à formação deles, porém, um dos principais problemas seria a falta de critérios para seleção dos alunos. Anna Karolina, estudante de arquitetura da Ufal, alega que nem todas as universidades exerciam o mesmo nível de cobrança aos estudantes brasileiros. ?No meu ponto de vista, o programa foi uma coisa fantástica, embora acredite que deveria ter sido mais criterioso na escolha dos alunos e, talvez, mais rígido no controle dos estudos dos participantes, pois nem todas as universidades faziam as mesmas cobranças que a minha?, explica. A falta de planejamento também foi observada por Geraldo Neto, que esteve nos Estados Unidos. ?Os gastos com o programa são exorbitantes, e não havia bons critérios para a seleção. Assim, estavam enviando um número enorme de estudantes, sem um bom filtro, e se gastava em torno de 60 a 100 mil dólares com cada um. Se multiplicarmos esse valor pelos 5 ou 6 mil estudantes que foram no mesmo ano que eu para os EUA, a conta é absurda. Isso só para um País. Fico triste com o cancelamento, mas concordo que a maneira com que o programa estava sendo conduzido era bastante complicada?, avalia. *Sob supervisão

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