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Quase metade dos munic�pios de Alagoas est�o � beira da fal�ncia

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A dependência de repasses dos governos federal e estadual ? agravada pela crise econômica pela qual passa o País ? levou quase metade dos municípios alagoanos a amargar um deficit fiscal que prejudicou uma série de investimentos na administração pública, em 2015. Um levantamento divulgado na quinta-feira, 28, pela Federal da Indústria do Rio de Janeiro (Firjan) revela que 49 dos 53 municípios analisados estão com o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) abaixo de 0,6 ? situação classificada como ?crítica? ou ?difícil? pela instituição. O IFGF varia de zero a 1 (quanto mais perto de 1, melhor a situação fiscal do município). De acordo com os dados, apenas quatro dos municípios alagoanos avaliados estão com sua gestão fiscal equilibrada. Boca da Mata aparece em primeiro lugar, com índice 0,71, desempenho que fez o município ocupar o 112º do País entre 4.688 municípios avaliados pelo IFGF. O desempenho do município, cuja população está estimada em 27.399 habitantes segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é mais significativo ainda se for comparada com sua situação em relação ao ano anterior, quanto obteve índice de 0,2. Para chegar à nota, o índice da Firjan analisa cinco indicadores econômicos. No caso de Boca da Mata, por exemplo, o único que obteve Conceito D (considerado de gestão crítica) foi o componente Investimentos, cujo desempenho do município recebeu nota 0,34. Nos outros quatro componentes do IFGF, Boca da Mata, cujo Produto Interno Bruto (PIB) é de R$ 272,47 mil, segundo o IBGE, recebeu Conceito A (gestão de excelência) e B (boa gestão). No item Liquidez, o município recebeu a nota máxima. Além de Boca da Mata, os outros três municípios que obtiveram os melhores índices em Alagoas foram Ouro Branco (0,69), Arapiraca (0,66) e Igaci (0,60). Maceió aparece em 7º lugar no Estado, com índice de 0,57 ? ou seja, inferior ao considerável aceitável pelo levantamento. Em nível nacional, a capital alagoana ocupa o 1.189º lugar entre os municípios brasileiros. Na outra ponta do ranking, o município de Feliz Deserto, no litoral Sul de Alagoas, ocupa o último lugar entre as cidades analisadas, com índice de 0,01. Nos indicadores Gastos com pessoal e Liquidez, o desempenho foi zero. No tocante à receita própria, o município obteve 0,1. O único quesito em que a gestão foi considerada de excelência foi no custo da dívida, em que o índice atingiu 0,92.

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