Economia
Institui��es n�o chamadas, diz MEC
O não aproveitamento das matérias cursadas no exterior pelas universidades brasileiras foi um dos principais critérios para o cancelamento do programa Ciências sem Fronteiras em nível de graduação. O Ministério da Educação alega que ?as instituições participantes não foram chamadas para desempenhar um papel ativo no processo de mobilidade acadêmica?. À Gazeta, estudantes alagoanos que passaram pelo intercâmbio relataram justamente a dificuldade em aproveitar os estudos feitos no exterior. ?Não consegui incluir no histórico as matérias que cursei no exterior, pois não tinham equivalência com as daqui. Na universidade em que fui alocado não pude escolher qualquer disciplina, eles davam uma lista bem restrita nas quais eu poderia me matricular?, conta Geraldo Neto, estudante de farmácia da Universidade Federal de Alagoas, contemplado pelo programa para estudos na universidade St. John?s University, em Nova York. A queixa de Geraldo vai de encontro a do estudante de arquitetura, Vinícius Arêdes, que também não conseguiu a convalidação das matérias estudadas nos Estados Unidos. ?Acho que o governo não cumpriu com o contrato de dar suporte aos estudantes que voltassem do intercâmbio e de ter uma rede de estágios em que pudessem empregar os conhecimentos. A universidade não foi capaz nem de utilizar muitas das matérias que cursei lá?, reclama. Porém, os estudantes relatam que, mesmo sem o aproveitamento das disciplinas, o Ciências sem Fronteiras não deixa de acrescentar à graduação e futuro exercício profissional. ?Eu acho a ideia do programa genial. Conheço pessoas que participaram, cursaram matérias que depois conseguiram dispensa no Brasil, mas o mais legal que acho é justamente a possibilidade de estudar coisas que não seriam possíveis aqui. Quando formado, há a possibilidade de ser um profissional diferente (comparado aos colegas de turma) justamente por esse diferencial no conteúdo de todo aprendizado?, pondera Geraldo. * Sob supervisão da editoria de Economia