Economia
Pre�o do p�o pode sofrer reajuste em setembro
Os panificadores de Maceió esperam segurar o preço do pão francês até o final deste mês, apesar dos reajustes que, desde o início do ano, vêm incidindo em alguns itens utilizados na produção do pãozinho, como a margarina e o açúcar, cuja saca de 50 kg passou a R$ 85,29 no final de junho, o maior patamar desde 1997. Esse congelamento no preço do pãozinho, no entanto, depende agora de como vai se comportar no mercado o valor da saca da farinha de trigo, hoje comercializada a R$ 110, em média, e que pode vir a sofrer reajuste de 10% em setembro, segundo o mercado. A correção nos preços da matéria-prima encarece os custos da panificação, segundo enfatiza o presidente da Associação dos Panificadores do Estado de Alagoas, José Olindino Matos Filho. A farinha de trigo, por exemplo, tem peso de 30% na composição do custo final do paõzinho francês, que é a preferência do consumidor no Estado. O segmento aguarda mudança na atual conjuntura econômica com desfecho capaz de encerrar a ameaça do reajuste no preço da farinha, em função da disputa no mercado interno por milho, que levou a uma queda nos estoques dos moinhos. Em recente levantamento, o Sindicato da Indústria do Trigo (Sindustrigo), em São Paulo, apurou um aumento médio de 3% a 4% nas cotações da farinha de trigo no primeiro semestre deste ano. ?Subiu menos que o necessário por conta da redução das vendas. O mercado estava retraído e não aceitou repasses?, comenta o presidente da entidade Christian Saigh. Olindino Matos confessa que o setor em Alagoas teme a alta do preço da farinha, que é utilizada não só na produção de pães, como em biscoitos, bolachas, bolos e outros importantes itens das panificadoras. Ele enfatiza que o consumidor já reclama do atual preço do pão, que em Maceió é vendido, em média, a R$ 8 o quilo, dependendo da localização da panificação, e que não suportaria outro aumento.