Economia
AL perde 11 mil vagas em um ano
O corte de vagas no mercado de trabalho brasileiro perdeu parte da força no mês passado, mas, ainda assim, as demissões somadas de janeiro a julho representam o pior resultado desde o início do levantamento, em 2002. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho apontam que, no mês de julho, o Brasil perdeu 94.724 vagas de trabalho com carteira assinada. Em Alagoas, no mesmo período, foram registradas 1.548 demissões. Na série ajustada, que incorpora as informações dos sete primeiros meses do ano, houve redução de 34.130 mil postos de trabalho celetistas (-9,16%) no País. Nos últimos 12 meses, verificou-se uma queda de 3,18% no número de empregos, ou seja, mais de 11 mil postos de trabalho a menos no Estado. No mês passado, o setor que mais demitiu em Alagoas foi o da construção civil, com 716 baixas, seguido pelo comércio, com 594, e logo depois a indústria de transformação, com 490 desligamentos. O setor de serviço, que há tempos só contratava, também registrou desligamentos, um total de 115 pessoas. Ainda na série com ajustes, nos últimos 12 meses, verificou-se uma queda de 3,18%. MACEIÓ Maceió foi o município, segundo o Caged, que registrou maior variação entre demissões e admissões em julho: 4.965 pessoas foram contratadas e 3.871 demitidas. Já o segundo maior município de Alagoas, Arapiraca, apresentou uma variação de 0,03% entre os trabalhadores que foram admitidos ou desligados, seguido pelas cidades de Delmiro Gouveia e Rio Largo, respectivamente. Para o Brasil, este resultado é pior do que o registrado em junho (-91.032), mas melhor do que o de julho do ano passado (-157.905). Este foi o 16º mês seguido em que o País teve corte de vagas. De janeiro a julho, o País perdeu 623.520 postos com carteira assinada. No acumulado em 12 meses, são 1,71 milhão de vagas a menos. A deterioração do mercado de trabalho começou no início do ano passado e reflete os problemas da economia brasileira, que encolheu 3,8% em 2015 e segue em ritmo não muito distante neste ano (analistas estimam uma retração de 3,2% do PIB). A maioria dos setores demitiu mais que contratou em julho. As exceções foram agricultura (saldo de 4.253 postos abertos) e administração pública (237 pessoas). O setor de serviços, por outro lado, foi o que mais demitiu: 40,4 mil postos fechados somente no mês passado. Em seguida, aparece a construção civil, com o fechamento de 27,7 mil vagas. O encerramento de vagas no comércio somou 16,2 mil, e, na indústria de transformação, 13,3 mil.