Economia
Produ��o industrial cresce 0,1%
São Paulo, SP ? O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na sexta-feira, 2, acréscimo de 0,1% na atividade industrial do Brasil em julho ante junho. Segundo o instituto, 11 dos 24 ramos pesquisados apontaram taxas positivas, com destaque para o avanço de 2,0% registrado nos produtos alimentícios, após dois meses consecutivos de queda, com uma perda acumulada de 6,4% nesse período. Outras contribuições positivas de destaque foram o crescimento da produção de indústrias extrativas (1,6%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (5,8%), da metalurgia (1,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,4%) e de produtos de borracha e de material plástico (1,3%). Entre os 13 ramos que reduziram a produção no mês, os desempenhos de maior relevância vieram de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-2,8%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-7,3%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,7%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-6,0%), produtos do fumo (-15,1%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-2,4%) e outros produtos químicos (-3,2%). Todas essas atividades haviam apontado taxas positivas em junho. REPERCUSSÃO A alta na produção industrial, algo que não acontecia desde 2012, deve ser comemorada mas ainda assim a recuperação da produção é tímida, segundo apontam analistas ouvidos pelo Grupo Estado. De qualquer forma, como a confiança continua melhorando, as expectativas em geral são de que o setor seguirá em trajetória positiva. A produção industrial subiu 0,1% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, e além disso o IBGE revisou a produção de junho de 1,1% para 1,3%. A mediana das previsões dos analistas para julho era de estabilidade, na margem. Em relação a julho de 2015, a produção caiu 6,6%, na 28ª queda consecutiva. No ano, mesmo com os cinco ganhos mensais consecutivos, a queda acumulada ainda é de 8,7%. Em 12 meses, o recuo é de 9,6%. Segundo o Banco Fator, a produção do setor está 18,2% abaixo do nível recorde atingindo em junho de 2013. A economista da CM Capital Markets Jéssica Strasburg aponta que os setores farmacêutico e de veículos puxaram para baixo a produção industrial de julho, o que explica a diferença do resultado em relação à sua projeção, que era de alta de 0,5%.