Economia
ALAGOAS FECHOU MAIS EMPRESAS DO QUE ABRIU
Levantamento divulgado ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que em 2014, Alagoas fechou mais empresas do que abriu. De acordo com os dados, naquele ano o Estado extinguiu 8.294 negócios, contra 6.913 empreendimentos que surgiram no período. Segundo o IBGE, das 36.691 empresas existentes em Alagoas no ano analisado, 29.778 são sobreviventes, taxa correspondente a 81,2% ? menor que a média nacional de 83,9% de sobrevivência. Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Espírito Santo assinalaram as maiores taxas de sobrevivência (86,1%, 85,5%, 85,4% e 85,3%, respectivamente). Por outro lado, Amapá (77,6%), Amazonas (80,2%) e Pará (80,4%) registraram as menores taxas. Em 2014, as empresas existentes em Alagoas empregavam 319.332 pessoas ? 306,5 mil delas somente nas sobreviventes. Segundo os dados, a taxa de pessoal ocupado nas novas empresas no Estado foi de 0,9%. Dentre as Unidades da Federação, os destaques foram São Paulo (26,0%), Minas Gerais (11,4%) e Rio de Janeiro (8,7%). As menores participações em pessoal assalariado foram observadas em Roraima (0,2%), Acre (0,3%) e Amapá (0,4%). Em 2014, o País tinha 4,6 milhões de empresas ativas que ocupavam 41,8 milhões de pessoas, segundo o IBGE. No entanto, o saldo de empresas foi negativo pela primeira vez. As saídas totalizaram 944 mil empresas e as entradas somaram 726,3 mil empresas, o equivalente a um decréscimo de 4,6% em relação a 2013, ou 217,7 mil a menos. Houve queda ainda de 0,2% no pessoal ocupado total, 71,1 mil pessoas a menos, e aumento de 0,5% no pessoal ocupado assalariado, 170,4 mil empregados a mais. Entre os trabalhadores ocupados, 35,2 milhões eram assalariados em 2014, o equivalente a 84,2%, enquanto 6,6 milhões (15,8%) estavam na condição de sócio ou proprietário. Os salários e outras remunerações pagos pelas entidades empresariais totalizaram R$ 939,8 bilhões no ano, com um salário médio mensal de R$ 2.030,70, ou 2,8 salários mínimos mensais médios.