Economia
ALUGUEL SOBE QUASE 12% NA CAPITAL ALAGOANA
Os gastos com aluguel residencial estão pesando no bolso do maceioense. Segundo o Índice Geral de Preços ? Mercado (IGP-M), conhecido como ?a inflação do aluguel?, aferido e publicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), do ano passado pra cá, o aumento foi de 11,49% em todo o País. A garçonete maceioense Joyce Nascimento, que mora no Prado, na periferia de Maceió, conta que a porcentagem de aumento evidenciada pela pesquisa é a mesma verificada em seu contrato de aluguel. ?Nosso aluguel sobe 12% a cada seis meses. Considero o aumento abusivo. Segundo o proprietário do imóvel, a aumento seria gerado pela crise?, explica. Joyce, que mora desde que nasceu em casas alugadas, conta que o gastos com moradia pesam no orçamento. ?Juntando os custos de aluguel, energia e água, o meu gasto com esses itens representa 50% do orçamento familiar?, ressalta. A garçonete explica ainda que atualmente as finanças da família contam apenas com dois salários-mínimos. Já Zilda Lima dos Santos, que vive no Barro Duro, parte alta da cidade, conta que mora em casa alugada há treze anos e que houve um aumento considerável nos últimos anos. ?Meu aluguel subiu mais do ano de 2014 para 2015, quando o aumento foi grande e fiquei assustada. No início deste ano, mudei pra uma casa maior. Por ser um imóvel mais espaçoso, não achei o aumento tão abusivo?. Os empresários do setor em Maceió confirmaram a alta verificada na pesquisa da FGV. O empresário Nilo Zampieri, proprietário da Zampieri Imóveis, alegou que a situação é diferente para imóveis residenciais e comerciais. *Sob a supervisão da editoria de Economia