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Economia

Desempenho est� ligado a quest�es hist�ricas

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O estudo divulgado pela Macroplan revela que o desempenho de Alagoas foi puxado, principalmente, pelos índices de desemprego da população ? que subiram de 9,5% em 2004 (um dos anos analisados), para 11,7% em 2014 ? e pelo de transparência na gestão do Estado, que leva em consideração a disponibilização dos dados da gestão estadual ao público, levando em conta itens como conteúdo e usabilidade dessas informações. Para a economista Luciana Caetano, a razão para o desempenho ruim do Estado está ligado a questões históricas e sociais. ?Há décadas, Maranhão, Piauí e Alagoas se revezam na liderança dos piores indicadores socioeconômicos?, diz. ?Mas vale ressaltar que o Estado brasileiro, desde sua proposta de integração regional, tem um olhar mais generoso para as regiões Sudeste e Sul, relegando a terceiro plano as regiões Norte e Nordeste, que se inserem na economia nacional de forma subordinada?, completa. A economista lembra que o período analisado pela pesquisa ? de 2004 a 2014 ? foi marcado por políticas que visavam a retirada de parte da população da pobreza e, segundo ela, os estados mais estruturados economicamente responderam melhor a essas ações. ?NEM-NEM? Alagoas também encabeça a lista dos estados onde há a maior porcentagem de jovens da chamada geração ?Nem-Nem?, que não estudam ou trabalham. Segundo o levantamento da Macroplan, 22,9 % dos jovens alagoanos se encontram nessa situação. A origem do problema, segundo a economista Luciana Caetano, está em outro dado alarmante do Estado: sustentar a maior taxa de analfabetismo do País. ?Alagoas é o estado com o maior índice de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais de idade. Essa é a origem do problema. Por outro lado, quanto pior o índice de escolaridade, maior a dificuldade de inserção no mercado de trabalho formal e, talvez, isso também explique o número de jovens cooptados pelo crime organizado?, explica. Além da taxa de analfabetismo ser alta, outras características como a evasão escolar, extrema pobreza e desigualdade social também podem alavancar a taxa de jovens ?nem-nem?, segundo a economista. * Sob supervisão da editoria de Economia.

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