Economia
Fornecedores de cana cobram d�vida de usinas
O presidente da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas (Asplana), Edgar Filho, recebeu, na manhã de ontem, fornecedores de cana-de-açúcar de Alagoas para discutir a situação da dívida das usinas, que segundo reclamam os representantes do setor canavieiro, estão moendo sem fazer o devido pagamento dos produtores. A reunião aconteceu na sede da Asplana, no bairro de Jaraguá, em Maceió. De acordo com Edgar Filho, as usinas do estado devem aproximadamente R$250 milhões aos cerca de oito mil fornecedores de cana de Alagoas. ?E tem produtores que não recebem das usinas já há três safras. Na última safra mesmo, tem usina que moeu e não pagou um real aos fornecedores?, revelou. Segundo ele, a única saída apontada pelas usinas foi a liberação de um financiamento, junto a um banco internacional. A falta de alternativas apontada pelas usinas foi justificada pelo período de seca e do momento de crise que o país está passando. No entanto, o repasse desse financiamento estaria se arrastando desde o mês de dezembro. DIFICULDADE ?A situação de dificuldade do fornecedor tem se arrastado há três anos. Então, quando saiu a notícia de que esse financiamento viria para as usinas e que elas se comprometeram junto com o governador que esse financiamento seria prioritário para pagar ao fornecedor de cana, gerou-se uma esperança para a classe, mas desde dezembro que o dinheiro não saiu para as usinas e elas não pagaram os fornecedores de cana. Temos um ano de esperanças frustradas e de uma situação de cada vez mais calamidade?, explicou. Os pequenos produtores têm amargado os principais reflexos da falta de pagamento e relatam estar vivendo uma situação crítica. ?A situação passou de calamidade no campo, porque você não tinha como renovar seu canavial, para calamidade dentro da própria casa, com os fornecedores sem conseguir pagar nem as contas, principalmente pelo fato de 90% da classe ser formada por pequenos fornecedores, que sobrevivem com um salário mínimo por mês?.