Economia
Micro e pequenas resistem � crise
Empreender, seja por necessidade ou oportunidade, tem movimentado a economia alagoana há muitos anos. O ato ganha importância principalmente neste cenário de crise que o País enfrenta. Apesar de sentirem o impacto da recessão econômica que impede, em partes, o crescimento do setor, as micro e pequenas empresas apresentam um índice de demissão menor do que grandes organizações. Para se ter uma ideia da expansão do setor em Alagoas, em 2014, somente as micro e pequenas tiveram um faturamento de mais de 5 bilhões de reais. ?As pessoas, de uma forma geral, desconhecem da importância das micro e pequenas empresas. Mas em Alagoas e no Brasil como um todo, cerca de 98% das empresas são dessas categorias, sendo estas responsáveis por mais de 50% dos empregos, 28% do PIB?, ressalta Ronaldo de Moraes e Silva, diretor técnico do Sebrae. Renata Fonseca, gerente de unidade de políticas públicas do Sebrae, informa que em período de crise, a grande empresa tem mais condições de buscar uma solução automatizada, que pode substituir o trabalho humano e gerar demissões em grandes proporções. Já as micro e pequenas empresas têm um maior um custo para capacitar o emprego. ?Muitos deles, às vezes, tem vinculo afetivo com o colaborador, isso torna a possibilidade de demissão menor?, ressalta. Dados do Sebrae revelam que entre agosto do ano passado e setembro deste ano, mais de 22 mil pequenas e microempresas foram criadas no Estado. ?Em Alagoas, nós temos jovens que estão empreendendo e estão ganhando até o mercado internacional. O Hand Talk ? aplicativo que traduz conteúdo para a linguagem de libras ? por exemplo, nasceu em uma startup weekend promovida pelo Sebrae?, conta Ronaldo de Moraes. *Sob supervisão da editoria de Economia