Economia
Adultera��o da gasolina em Alagoas cresce para 14,8%
Pelo segundo mês seguido, Alagoas lidera o ranking de ?Não-conformidade (NC)? ? ou adulteração ? da gasolina da ANP (Agência Nacional do Petróleo). De acordo com Boletim de Qualidade de janeiro 2003, divulgado essa semana o Estado não só se manteve no topo da lista, como piorou a situação. O índice de NC da gasolina subiu de 13,2% em dezembro de 2002 para 14,8% em janeiro deste? um crescimento de 1,6 ponto percentual. Das 81c amostras coletadas no Estado, no mês da pesquisa, 12 estavam não ?conforme, segundo a ANP. O Estado está bem acima da média nacional , de 5,7%. Das 7.538 amostras analisadas no País, 426 estavam fora de padrão ou adulteradas. Depois de Alagoas, aparecem os Estados do Piaui (12,8%), Maranhão (11,8%) com percentuais acima de 10%. Alagoas também aparece mal nos índices de NC do diesel e do álcool. Segundo a ANP o Estado é o segundo em NC do diesel, com 15,4%, atrás apenas e Minas Gerais (19,1%) e o quarto em não-conformidade do álcool (14,3%). Mudanças Em parte, o crescimento da adulteração da gasolina no Estado é atribuída a mudança de estratégia da ANP. Segundo o Sindicombustíveis (Sindicado do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo de Alagoas), desde dezembro, que a agência vem concentrando a coleta de amostras dos combustíveis nos postos do Estado que não fazem parte da Campanha Posto Nota 10 ? feita pela entidade em parceria com a Secretaria Executiva da Fazenda (Sefaz). ?No ano passado, conseguirmos reduzir a não-conformidade da gasolina para cerca de 3%, graças a campanha. Mas, como a própria ANP confirmou, as pesquisas de qualidade passaram a ser feitas prioritariamente nos postos que não participam da campanha, fato que deve ter contribuído com o aumento do índice?, avalia o presidente do sindicato, Mário Jorge Uchôa. A campanha Posto Nota 10 será relançada a partir do dia 17 deste mês, antecipa o presidente do Sindicombustíveis. ?Vamos distribuir o novo selo com os postos participantes, dando ao consumidor uma opção de abastecer em postos que trabalham corretamente?, disse. Álcool A variação do preço do litro do álcool em Maceió tem chamado a atenção dos consmidores, nas últimas semanas. Ao contrário da gasolina, cujo preço sofre oscilação de apenas 8,2%( com preço mínimo de R$ 2,180 e máximo de R$ 2,359), o preço do álcool pode ter uma diferença de até 31,7%. De acordo com o mais recente levantamento de preços da ANP, realizado na semana de 23 de fevereiro a 1o de março de 2003 , o menor preço do álcool encontrado em Maceió é de R$ 1,29 por litro e o maior, de R4 1,699. Considerado a média da médio praticada na cidade, de R$ 1,449 por litro, o preço do álcool está um pouco acima do acordo firmado em fevereiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os usineiros ? de manter o valor do produto em no máximo 60% do preço da gasolina. Atualmente, o preço médio do álcool representa 61,2% do valor médio da gasolina em Maceió , que é de R$ 2,337. Mas, nesse caso, a economia vai depender principalmente do consumidor. Considerando o preço mínimo do álcool (R$ 1,29) e o máximo da gasolina (R$ 2,359) a relação cai para 54,6%. Se invertermos a comparação ? preço máximo do álcool (R$ 1,699 ) e mínimo da gasolina (R$ 2,180) a relação sobe para 77,9%. Ou seja, é preciso pesquisar. E muito.