Economia
CRISE FAZ REVENDEDORES BUSCAREM ALTERNATIVAS
A crise econômica brasileira está afetando diretamente o setor automobilístico em Alagoas. De janeiro a setembro deste ano, as vendas de veículos no Estado caíram 23,56%, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Federação Nacional da distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). De acordo com os dados, nos nove meses deste ano, foram comercializados em Alagoas 7.125 veículos, contra 9.321 no mesmo período de 2015 ? uma diferença de 2.196 automóveis. Somente em setembro, a retração nas vendas em Alagoas foi de 28,70% em relação ao mesmo mês do ano passado. Com crédito cada vez mais mais escasso, o setor automotivo alagoano também viu cair o volume de financiamentos de veículos. Segundo levantamento da Cetip ? que opera o maior banco de dados privados de informações sobre financiamentos de veículos do País ? as vendas por meio dessa modalidade de crédito em Alagoas somaram 6.631 unidades no terceiro trimestre, uma queda de 14,3% na comparação com o mesmo período de 2015. Na tentativa de fugir da crise, os vendedores autônomos de automóveis têm procurado alternativas para incentivar as vendas. Uma delas é comercializar os veículos em postos de combustíveis, como forma aproximar o produto do consumidor. ?A venda está horrível atualmente?, justifica Adivaldo da Silva, conhecido no ramo como Capela, vendedor autônomo há dezoito anos. ?Em dezembro do ano passado estava muito melhor, vendia cerca de 3 carros à vista durante a semana. Este ano, porém, desde março a queda nas vendas se acentuou. Esse mês não vendi nada até agora?, reclama. Adivaldo conta ainda que a alta dos juros impulsionou as quedas nas vendas. ?Ano passado trabalhava com cerca de 10 carros no estoque, hoje esse número caiu pela metade?, explica. A receita é simples, quando as vendas caem, o lucro diminui. No caso de Adivaldo, o lucro, que em 2015 era receita líquida que proporcionava maiores investimentos, hoje é insuficiente. ?Nós lucrávamos e investíamos ainda mais no negócio. Hoje em dia, só sobrevivemos no mercado?, argumenta o vendedor. * Sob supervisão da editoria de Economia.