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ALAGOAS TEM ABISMO ENTRE GÊNEROS

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As mulheres continuam ganhando menos que os homens em Alagoas, segundo o Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged) divulgado na quarta-feira, 26, pelo Ministério do Trabalho. Os dados são do período entre janeiro e setembro deste ano e mostram que o salário médio real de admissão variou entre os gêneros. Os homens receberam o valor de R$ 1.054,85 em média, enquanto as mulheres faturaram R$ 1035,36. A diferença era ainda maior no mesmo período do ano passado, quando os homens ganharam, em média, cerca de 60 reais a mais do que as mulheres, inicialmente. Neste ano, a discrepância foi reduzida para R$ 19,49. ?O que temos hoje já é uma evolução histórica. Mulheres e crianças ingressaram no mercado de trabalho recrutados por empresários industriais como estratégia de redução dos custos de produção, pagando salários mais baixos para desenvolverem a mesma função desenvolvida por homens?, explica Luciana Caetano, economista e professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A média salarial inicial é diferente entre homens e mulheres em todo o País. Em todos os vinte e sete estados brasileiros há uma diferença salarial entre os gêneros, com o homem sempre ganhando mais do que a mulher. Elvira Barreto, chefe do Núcleo Mulher e Cidadania da Ufal, explica que há áreas onde a diferença salarial entre gêneros é mais marcante. ?Empresas de engenharias, indústrias e administração pública, por exemplo?, revela. Os dados do Caged comprovam a pesquisa publicada pelo Fórum Econômico Mundial também na quarta-feira, 26, que concluiu que a diferença salarial entre mulheres e homens no Brasil é uma das maiores do mundo, e equiparar a condição dos dois sexos no País levará um século. * Sob supervisão da editoria de Economia.

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