Economia
Gradua��o n�o garante igualdade salarial
Com a expansão do ensino superior em todo o País, é cada vez mais comum que homens e mulheres busquem uma qualificação profissional. Segundo dados do Ministério da Educação, as mulheres são maioria no ensino superior. Porém, segundo a economista Luciana Caetano, a graduação não garante igualdade salarial entre os gêneros. ?Nos cargos mais elevados, essa diferença [salarial] é ainda maior, inclusive nas grandes corporações. Estamos falando de um traço cultural em uma sociedade machista, ainda dominada por homens, cujas mudanças são lentas, muito lentas?, explica. A diferença salarial atinge tanto o mercado de trabalho formal como informal, segundo a economista. Na informalidade, a remuneração salarial da mulher corresponde a aproximadamente 70% do homem. ?Em muitos casos, para uma mesma função no setor privado, a remuneração concedida a uma mulher é inferior à concedida a um homem, mesmo que a produtividade do trabalho seja a mesma e o nível de instrução da mulher seja mais elevado?. Segundo a economista, existe diferença entre os gêneros mesmo no setor público, onde a remuneração é definida por categoria de ocupação. ?É comum se perceber no setor público que grande parte dos cargos comissionados seja ocupada por homens?. A distribuição das ocupações no mercado de trabalho brasileiro também é uma das razões que explicam a diferença salarial entre gêneros. Segundo Luciana Caetano, em setores de baixa remuneração como atividades domésticas, saúde e educação, há forte concentração de mulheres, contribuindo com o rebaixamento da média salarial desse gênero. * Sob supervisão da editoria de Economia.