Economia
Estados t�m desequil�brio nos gastos com pessoal, diz estudo
São Paulo, SP ? Ao contrário do que se pode imaginar, os estados mais desenvolvidos do País ? alguns à beira da falência ? não são os que mais gastam com a folha de pagamento dos servidores ativos (do Executivo). Alguns deles ? como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que frequentemente têm atrasado o pagamento de salários dos servidores ? estão entre os que menos comprometem suas receitas com a remuneração dos profissionais do setor de segurança, ensino e saúde. Entre as 27 unidades da Federação, o governo que menos gasta com pessoal ativo é o do Espírito Santo, seguido por Rio, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, mostra um estudo feito pelos economistas José Roberto Afonso e Vilma da Conceição Pinto, pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas. O resultado, no entanto, esconde uma equação perversa. Com a escalada dos gastos com aposentados e pensionistas (inativos) e da remuneração dos demais Poderes, os estados têm tido menos espaço na folha de pagamento para manter sua atividade-fim, que é garantir o funcionamento dos serviços básicos. O trabalho mostra que, em mais de dois terços das unidades da Federação, o gasto per capita com o pessoal ativo é menor que a média brasileira. O Rio de Janeiro, que vive uma grave crise financeira, por exemplo, tem uma despesa per capita menor do que a do Piauí e quase igual à do Rio Grande do Norte. Isso não impede, no entanto, que o estado atrase sistematicamente o salário do funcionalismo público.