Economia
CRISE AFETA SETOR DE SERVI�OS EM ALAGOAS
A receita é simples: quando as contas ?apertam?, o jeito é cortar aquilo que o cidadão julga supérfluo ou de menor necessidade. Nessa conta, itens como cabeleireiro, lavanderia e diarista costumeiramente são diminuídos ou adiados, por isso, o setor de serviços é um dos que mais sofrem os efeitos da crise econômica. Em Alagoas, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o volume de negócios no setor de serviços ? que abrange todas as empresas prestadoras de serviços ? caiu 4,6% em agosto deste ano, com relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado de 2016, a redução é menor, cerca de 0,4%. Já nos últimos doze meses, a queda é de 1,1%. O economista Cícero Péricles explica que o público consumidor do setor de serviços geralmente é das classes C e D, famílias com rendimento entre um e dez salários mínimos. ?Os consumidores reduzem suas compras, que, geralmente, são de pequeno valor, seja de mercadorias ou serviços, fazendo mais cálculos, uma espécie de ajuste financeiro. Essa redução da procura familiar, no âmbito do mercado mais amplo, também faz diminuir a demanda geral por novos produtos ou serviços?, explica. A lavanderia administrada por Luiz Felipe Baccarin, localizada no bairro da Ponta Verde, em Maceió, sentiu os efeitos da crise. A redução observada pelo empresário neste ano é ainda maior do que a apontada pela pesquisa do IBGE. ?Nós enfrentamos uma queda maior que o indicativo estadual. A nossa queda é de acima de 20% no acumulado desses dez primeiros meses deste ano?, revela. O empresário explica que o empreendimento sofreu pela redução do consumo do cliente mais participativo, mais assíduo à lavanderia. ?Nós perdemos muitos clientes do dia a dia. O cliente mensal, que vinha sempre, lavava muitas peças?, conta. * Sob supervisão da editoria de Economia